Investigadores da UC estão a desenvolver projeto para dar resposta aos painéis solares em fim de vida

Nas últimas décadas tem existido um crescimento exponencial na aposta nacional na produção de energia solar gerada através de painéis fotovoltaicos, contribuindo para uma diminuição das necessidades de energia do exterior. Contudo, esta questão vai, a curto e médio prazo, ser responsável pela geração de múltiplos resíduos de painéis solares.

No sentido de dar resposta a este problema eminente, uma equipa de investigadores e alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) encontra-se a desenvolver um projeto – “SUSTe – Development of SUStainable and integrative bioprocess for the recovery of Tellurlum-based nanoparticles from photovoltaic wastes” – que aposta na criação de um processo inovador para a reciclagem de resíduos de painéis solares.

Este projeto consiste num modelo de economia circular, “dar uma segunda vida aos metais. Neste caso, é pegarmos num metal, o telúrio, um resíduo dos painéis fotovoltaicos, e dar-lhe um valor acrescentado. Por exemplo, se for na forma de nanopartículas para uma aplicação biomédica terá um valor muito superior”.

A ideia, de acordo com o investigador do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF), do Departamento de Engenharia Química da FCTUC, Jorge Pereira, é “usar bactérias que acumulam o telúrio que está nos resíduos dos painéis de filme fino cádmio/telúrio, para depois desenvolver uma plataforma integrada e sustentável que possa ser usada a nível industrial”.

Assim, de acordo com o artigo da UC, “os investigadores começaram por estudar de que forma seria possível obter mais nanopartículas e, posteriormente, desenvolverem métodos para extrai-las através da utilização de solventes de origem biológica e que não tenham uma pegada ambiental negativa.

Este projeto, foi um dos vencedores da 3.ª edição do “Projetos Semente de Investigação Científica Interdisciplinar” Santander UC, que envolve, além de Jorge Pereira, Rita Branco e Pedro Faria, do CEMMPRE – Center for Mechanical Engineering Materials and Processes, José Paixão do CFisUC – Centro de Física da Universidade de Coimbra, Inês Costa, da Universidade de Coimbra, Helena Ribeiro e Carmem Gonçalves do CIEPQPF – Chemical Process Engineering and Forest Products Research Center.

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Fonte: Universidade de Coimbra; Ambiente Magazine