Dia da Floresta Autóctone – 23 de Novembro

O Dia da Floresta Autóctone é celebrado todos os anos a 23 de novembro, para assinalar a importância da conservação das florestas naturais.

A data foi escolhida como alternativa ao Dia Mundial da Floresta (21 de março), criado originalmente para países do norte da Europa, que têm nessa altura do ano melhores condições para a plantação de árvores. Já em Portugal e Espanha, as condições climatéricas mais favoráveis para a plantação de arvores é em novembro, altura do ano com maior precipitação.

As Florestas Autóctones caracterizam-se por possuírem uma grande área de árvores nativas do próprio território e são de extrema importância, uma vez que servem como área de refúgio e reprodução de um grande número de animais, importantes para o equilíbrio da fauna e flora locais. São também mais resistentes a pragas, doenças e períodos de seca ou chuvas intensas, ajudando por isso a manter a fertilidade do espaço natural e o equilíbrio biológico das paisagens.

Cerca de 38% do território continental português é constituído por área florestal, representando uma mais valia na conservação da natureza e da biodiversidade, na produção de oxigénio, na fixação de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono), na proteção do solo e manutenção do regime hídrico.

Em Portugal, as árvores autóctones representam 72% da floresta, uma percentagem que é composta principalmente por espécies como o pinheiro-bravo (Pinus pinaster), do sobreiro (Quercus suber), da azinheira (Quercus rotundofila) e do pinheiro-manso (Pinus pinea).

No Dia da Floresta Autóctone, várias organizações não governamentais, associações florestais, autarquias, escolas e empresas promovem inúmeras iniciativas para apoiar a reflorestação de áreas afetadas por incêndios e de zonas que apresentam maiores vulnerabilidades.

Em 2021, para assinalar o Dia da Floresta Autóctone, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, lançou a Agenda Regeneradora, uma iniciativa que pretende facilitar a participação e a divulgação de projetos de restauro ecológico e de abordagens regeneradoras em diversas tipologias de locais, como áreas naturais, linhas de água, terrenos florestais, áreas agrícolas e áreas urbanas, e em particular ações de plantações e/ou sementeiras de espécies autóctones, que promova a diversidade biológica, a diversidade genética e considere abordagens próximas da natureza, como a menor perturbação possível do solo e da regeneração natural e a sucessão ecológica.

De acordo com a Quercus, com a “atual conjuntura de crise climática e perda de biodiversidade é necessário um reforço do trabalho colaborativo e mudança de práticas e políticas públicas que contribuam para a regeneração do território”.

Sendo Portugal um dos países da Europa mais vulnerável aos efeitos das alterações climáticas, a Quercus vê com grande preocupação o avanço de práticas destrutivas do território, em particular:

  • avanço da agricultura intensiva;
  • o avanço da monocultura do eucalipto;
  • a aplicação de critérios desajustados nas faixas de gestão de combustível (como nas vias de comunicação e envolvente de habitações e povoamentos) que têm acelerado o abate de árvores;
  • a destruição das espécies da nossa flora nativa em geral.

A Quercus tem desenvolvido vários projetos que contribuem para a conservação da nossa floresta nativa, das quais destacamos:

  1. Projeto Criar Bosques (https://criarbosques.wordpress.com);
  2. Projeto Floresta Comum (http://florestacomum.org)
  3. Projeto Monte Barata (https://quercus.pt/monte-barata/)
  4. Projeto Green Cork (https://www.greencork.org/) e o programa Green Cork Escolas.

A promoção da biodiversidade autóctone é uma missão de todos! A nossa participação e colaboração é fundamental para que a nossa floresta autóctone esteja cada vez mais protegida.

Fontes: Quercus; Florestas.pt